SCBR Entrevista – Rodrigo Miura

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Fala galera!

De volta com as entrevistas! Através de votação feita no Facebook, o jogador escolhido é o veterano em torneios Rodrigo Miura.

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Conheça o jogador:

Miurão

Nome: Rodrigo Miura

Idade: 24 anos

Personagens favoritos: Kilik, Ivy, Maxi, Siegfried e Talim.

Títulos em Soul Calibur:

– Último Campeonato de Soul Calibur IV (campeão)

– Soul Calibur BR Rising – Soul Calibur II HD Online (campeão)

Recordes/honors:

– Segundo colocado no Ranking Geral Soul Calibur BR;

– 92º lugar no Ranking Mundial 8Wayrun;

– Jogador Revelação do ano de 2010;

– Jogador que mais vezes esteve em podiums de torneios até hoje (9 vezes).

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A Entrevista:

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SCBR: Quando e como você conheceu a franquia Soul Calibur?

Miura: Conheci com o primeiro jogo da franquia, Soul Edge. Na época, comprei o jogo porque me parecia um Tekken com armas. Não me lembro o ano ao certo, mas acho que foi entre 1998 e 1999. Infelizmente não pude jogar SC1, pois não tive o Dreamcast, mas depois que lançou o SC2 comecei a acompanhar fielmente a franquia.

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SCBR: Qual é a sua versão favorita? Por que?

Miura: Minha versão favorita foi o Soul Calibur IV, porque sempre dei mais valor ao versus do jogo e o SC4 foi o mais técnico de todos da franquia nesse sentido.

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SCBR:  O que você achou das mudanças do Soul Calibur 4 para o 5? Pontos positivos e negativos.

Miura: O maior ponto positivo que vejo são os Edges Atacks, que enriqueceram muito o jogo. Acertaram também em aumentar a velocidade em relação ao anterior.

O que mais me desagradou no SC5 foi a simplificação do jogo. Retirar golpes e stances do jeito que aconteceu para alguns personagens é um retrocesso. Outro ponto negativo foi o descarte de personagens com gameplay único como Zasalamel, Talim, Yun Seong, etc.

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SCBR: Se você fizesse parte da Project Soul, o que você faria para uma futura versão?

Miura: Seria bom caso o SC6 passasse em uma época antes dos acontecimentos do SC5. Um ótimo exemplo disso que deu certo foi a transição do Street Fighter 3 para o Street Fighter 4. Assim voltariam os personagens antigos e aqueles que foram descartados.

Retornaria com os modos extras do jogo, como museum e weapon master.

Em relação ao gameplay, eu adicionaria o gameplay técnico do SC4 com os pontos positivos do SC5. E claro, não deixaria o jogo perder suas raízes.

Faria uma ótima apresentação como, por exemplo, a do Soul Edge, Soul Calibur II e Soul Calibur III.

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SCBR: Qual foi o primeiro campeonato que disputou? Conte como foi essa experiência.

Miura: Meu primeiro campeonato foi em 2010 no 1º Encontro Brasileiro de Soul Calibur IV. Foi uma experiência inesquecível; conheci e enfrentei ótimos jogadores que hoje são grandes amigos.

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SCBR: Quais foram as lutas mais marcantes que você fez até hoje?

Miura:

– Semi-final do 1º Encontro Brasileiro de Soul Calibur IV (vs Camus)  (clique aqui para assistir a luta!)

Foi uma das derrotas com que mais aprendi. Nesse campeonato fiquei em terceiro e o Henrique foi campeão. Aprendi muitas coisas com ele. Na época eu não tinha nem noção de frame data, foi ele quem me falou sobre isso e me deu várias outras dicas que ajudaram a aprimorar meu jogo.

– Final SC2HD – Soul Calibur BR Rising (vs Salviano)  (clique aqui para assistir a luta!)

Lembro que eu estava muito desanimado antes do campeonato e a Fernanda (minha namorada) que estava me incentivando e me animando. Um dia antes do campeonato ela mandou uma mensagem que queria um presente, quando perguntei o que era, ela disse brincando que queria o prêmio do campeonato. Com certeza isso me deu forças para me esforçar ao máximo naquele dia. Foi uma luta difícil; felizmente consegui trazer o presente que ela tanto queria rs.

– Final do Último Campeonato de Soul Calibur IV (vs Vini)  (clique aqui para assistir a luta!)

Essa não poderia faltar, foi quando me tornei campeão de SC4. Foi uma das lutas mais difíceis que joguei até hoje.

,SC3 011Veterano em campeonatos, Miura já esteve em 7 finais diferentes de torneios.

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SCBR: Qualis foram os três melhores oponentes que você enfrentou até hoje?

Miura: É muito difícil escolher apenas três, mas vamos lá:

– Henrique “Camus”

– Victor Mendonça “Vini”

– Estevão “General Ell”

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SCBR: Você sempre controlou vários personagens, mas foi conhecido inicialmente por ser um grande jogador de Ivy. Por que você não usa mais a personagem em partidas oficiais?

Miura: Com certeza ela é um dos meus preferidos, mas, além disso, o gameplay do personagem é fundamental para mim. Não adianta jogar com um personagem que você não está realmente curtindo sua jogabilidade. E isso que aconteceu comigo com a Ivy no SC5.

Sempre gostei de personagens que tenham uma grande variedade de golpes, com várias stances, que te dê um grande leque de possibilidades de jogo.

Infelizmente no SC5 vários personagens foram simplificados demais, e a Ivy foi um deles. No SC4 ela era praticamente 3 em 1, possuía uma stance adequada para cada posição de luta (whip stance para longo alcance, coiled stance para médio alcance e sword stance para de perto), além disso ela tinha também a serpent’ embrance stance. Era um personagem com um gameplay muito rico, diferente de hoje, que perdeu grande parte dos golpes e não possui nenhuma stance.

Para quem jogava com ela nas versões anteriores é bem decepcionante isso.

Outro que eu gostava muito era o Kilik, que virou um mímico, e infelizmente seu substituto tem um gameplay diferente e não possui os recursos que o Kilik tinha no SC4 (Asura Dance, Back Parry, Monument, Festival of the Damned).

Eu me senti um pouco “órfão” de personagem no SC5, então resolvi jogar com os que mantiveram boa parte dos golpes e stances, como o Maxi, Siegfried e Yoshimitsu.

Muitas pessoas comentaram comigo que gostariam de me ver jogando com a Ivy no SC5, então estou pensando seriamente em utiliza-la de novo.

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SCBR: O que você achou do Soul Calibur BR Rising, evento major que ocorreu no dia 18 de janeiro?

Miura: Foi um evento incrível em todos os aspectos. O que mais gostei foi o comparecimento de muitos jogadores de alto nível. Além da presença da maioria dos jogadores tradicionais, vieram várias pessoas que nunca participaram do campeonato.

Apesar do evento ter ocorrido no estado de São Paulo, houve participação de jogadores de Minas Gerais, Rio de Janeiro, Ceará e até do Paraguai.

Foi uma honra ter a presença da comunidade paraguaia, Kyse Anga, novamente. Isso demonstra que os laços entre as duas comunidades estão cada vez mais forte.

Única sugestão que eu gostaria de dar é para fazer o sorteio das chaves publicamente e divulga-las para as pessoas saberem quem elas enfrentarão durante o torneio.

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SCBR: Uma mensagem para a comunidade de Soul Calibur.

Miura: É muito bom ver a comunidade cada dia maior, com novos jogadores, independente de serem casuais ou hardcore. É ótimo fazer novas amizades, conhecer pessoas de outro estado e até mesmo de outro País. É gratificante poder compartilhar essa paixão que todos nós temos por esse jogo que nos proporciona tantos bons momentos.

Que a comunidade Soul Calibur BR continue a crescer cada vez mais…

Um grande abraço a todos!!!

The soul still burns!

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É isso ai galera, espero que tenham gostado da entrevista. Se desejam conhecer um jogador (nacional ou estrangeiro) e queiram que a Soul Calibur BR o entreviste, falem conosco que faremos o possível para realizar a entrevista. Fiquem à vontade para mandar perguntas e participem de nossa comunidade no Facebook.

Um grande abraço e até a próxima!

Vini

SCBR

131023-0101 014

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